REVISTA DE SER EDUCACIONAL - CONTEÚDOS E INFORMAÇÕES

 

 

 

CONTEÚDOS EDUCACIONAIS

 
Decorar não é saber

 

 

Vídeo - Rubem Alves´- A escola ideal. A Educação e o Professor. Quem pergunta é o aluno.

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Os textos publicados aqui passam pela análise e avaliação do Conselho Editorial Multidisciplinar.

 

 

AS INOVAÇÕES NA EDUCAÇÃO – TENDÊNCIAS E NOVOS CAMINHOS

 

Por: Ana Shirley França (Editora da Revista)   27 de novembro de 2021

 

Muito se fala da necessidade urgente de mudanças na Educação. Dizem: o modelo tradicional já se esgotou, o modelo deve ser centrado no aluno, não mais no professor. Contudo, não basta mudar os métodos, é preciso construir uma escola renovada que reúna a ciência e a praticidade, uma instituição com o contexto vivido pelo estudante, unido à tradição da ciência, de forma que o estudante visualize utilidade no que aprende e no que se ensinam. Neste contexto, a tecnologia pode em muito auxiliar. Dito isto, é possível apontar tendências que se vislumbram como procedimentos inovadores.

 

 

 

 

Educação pelo empreendedorismo

A fundamental a tendência é a aplicação do conceito de empreendedorismo na educação. de forma que seja útil e eficaz socialmente e que traga satisfação para quem a utilize. Uma escola para a felicidade não pode focar só a prática, como pensava Freire, mas também não pode só olhar a cultura historicamente acumulada, traço distintivo das teorias. É preciso uma escola que una o contexto de vida do estudante ao conhecimento tradicionalmente vivido e teorizado pelas ciências. É uma abordagem voltada para a proatividade, ao protagonismo, à autodireção e à criatividade. Dar ao estudante a autonomia funcional para aprender, pois nem todas as pessoas aprendem da mesma maneira. O aluno deixa de ser mero assistente. para se tornar o promotor de seu processo de aprendizagem. Busca-se dar ao discente a capacidade de auto-organização, auto escolha e novas formas de aprender, pondo em prática o que aprendeu, para que possa reverter o seu saber em prol da própria vida e da coletividade.

 

 

 

 

Aprendizagem colaborativa

A segunda tendência é a promoção da aprendizagem colaborativa na escola. Não o mero trabalho de grupo, em que alguns produzem e outros põem o nome. Fala-se da educação baseada no reconhecimento de habilidades e talentos. Para a realização de trabalho colaborativo, é preciso identificar em qual atividade o aluno poderá se desenvolver mais e melhor. Para isso, é preciso que ele tenha autonomia de escolher aquilo que mais se identifica com seu talento. Para a consolidação desta tendência, o ensino-aprendizagem por projetos e estudos de caso são métodos indicados.

 

 

 

Cultura para a fluência digital

Outra significativa tendência é a criação de uma cultura escolar que desenvolva a fluência digital. Não que a tecnologia seja o fim educativo, mas que ela seja o meio por meio do qual se processa a relação ensino-aprendizagem. Sobre esta tendência, é importante ressaltar que uma cultura digital só se processa pelo o envolvimento de todos os atores educacionais – alunos, professores e gestores – de maneira que se construa uma prática diária de se utilizar processos online e a distância, como forma de ações escolares em todos os sentidos.

 

 

 

Educação Empreendedora – uma análise crítica sobre o ensino da Administração 

16 de novembro de 2021

 

Por: Wagner Siqueira - é consultor de organização. Diretor Geral da UCAdm - Universidade Corporativa do Administrador RJ e Conselheiro Federal RJ, licenciado junto ao CFA.

 

É preciso ensinar aos nossos alunos as novas competências necessárias à 4ª Revolução Industrial (RI). É preciso - na imensidão do Brasil - já que o ensino de gestão, em suas mais diversas facetas, é um grande curso de graduação, além disso, também qualificar os nossos professores, pois só assim atingiremos uma massa crítica de transmissão de conhecimentos capaz de produzir a mudança de trazer o país à contemporaneidade dos tempos presentes.

Mais do que nunca, os imperativos da inovação nos levam à necessidade dramática de “reconceptualização” e de transformação nos métodos de ensino dos Cursos de Administração. Não serão as novas Diretrizes Curriculares, recém aprovadas, que irradiarão a mudança necessária. Elas apenas reeditam a repetição do mesmo, com uma nova roupagem, talvez com uma fatiota mais elegante, mas, no mundo digital, ainda pensam analogicamente. Essencialmente, não mudam de frequência, atuam no mesmo comprimento de onda, em relação aos velhos conceitos do ensino de gestão.

Ferramentas hightechs – tecnologia de ponta – precisam se integrar ao conhecimento aplicado de disciplinas tradicionais, como lógica e filosofia, antropologia e ciências sociais, matemática e história, ciência política e economia, contabilidade, sociologia e estatística. Não como disciplinas isoladas que aqui ou ali se interpenetram, mas como um todo integrado e orgânico de conhecimentos, aplicados simultaneamente à resolução de questões organizacionais. Associar a aplicação de ciências exatas e humanas à valorização de competências emocionais, humanizar a organização, colocar a ciência, a técnica e a arte da gestão a serviço do homem. A boa gestão deve estar bem fecundada na cosmovisão – na weltanschaung – da realidade da organização, de seus processos e de sua cultura, propiciada pela integração das tecnologias digitais às ciências do comportamento humano.

Até que ponto estamos nós – professores de administração – dispostos a enfrentar essas mudanças, muitas vezes tão difíceis e dolorosas? Este é um imperativo categórico, portanto, fundamental a ser aplicado. Ao constatar a capacidade e a velocidade de os professores de Administração se reinventarem nesta pandemia do coronavírus, encho-me de convicção e de confiança de que conseguirão vencer o desafio: sair da sala de aula presencial tradicional para aula remota com tanta criatividade e competência demonstra o domínio de condições objetivas para vencê-lo.

A Educação 4.0, em especial em gestão, não funciona isoladamente. As ferramentas hightechs devem estar aliadas às metodologias de ensino-aprendizagem que agreguem todas as disciplinas, num só campo de interesse e de interconexão, como um todo integrado. Não pode ser diferente na sociedade do conhecimento, em que o cerne do processo de aprendizagem permanente é vital à própria vida.

Não se pode confundir tecnologia com deixar para o sistema automatizado de aprendizagem o papel de ensinar o aluno. As tecnologias devem estar a serviço da educação de qualidade. Deve permitir diagnosticar o aprendizado do aluno e complementar o trabalho do professor. Garantir que o aluno tenha ideia melhor, mais compreensiva, dos caminhos a seguir, com itinerários e trilhas de aprendizagens customizadas e personalizadas a cada aluno de per si. A Educação também precisa ser customizada, sair da produção em massa do saber! Nem todos nascem para serem empreendedores, nem para serem vocacionados a patrões ou a empregados. Cada um é único e singular, e deve ser educado nesta perspectiva.

Os processos pedagógicos devem ser amparados pela tecnologia e não serem substituídos por ela. As atividades de ensino-aprendizagem ganham, assim, maiores possibilidades de meter a mão na massa, de aprender fazendo, de fazer as devidas conexões teoria e prática, já que se dispõe de um infinito espaço de aprendizagens por meio das facilidades da utilização digital. Fazer teoria e prática se retroalimentarem em processo de causação circular. Aprender a pensar e a interpretar a sua realidade, ou seja, como quase o lugar comum, aprender a aprender, aprender a desaprender e aprender a pensar de forma autóctone. Deixar de ser treinado em sala de aula como mero aplicador de técnicas da moda, que logo serão superadas.

A tecnologia avança à velocidade da luz, mas a mentalidade educacional avança à velocidade do carro de boi. Vivemos e trabalhamos na sociedade do futuro, mas continuamos a usar valores, práticas e procedimentos de ensino-aprendizagens do passado. Definitivamente, as metodologias ativas são muito importantes e válidas, mas não são a panaceia para resolver todas as necessidades educacionais do aluno. Mas, enquanto isso, as Instituições de Ensino Superior (IES) mantêm rígidos os departamentos de ciências exatas, o de ciências humanas e o de ciências biológicas, como se o mundo e a vida fossem separados e distintos nessas caixinhas isoladas. Diante de tal constatação, devem reformular e reforçar as estruturas de seus cursos para alinhá-los às imposições da Indústria 4.0. Fazer a fusão do mundo digital, físico, biológico e humano. Esta visão vale tanto para quem se destina a ser empreendedor, empregador, empregado ou rentista da bolsa, pouco importa o que for. Vale, sobretudo, para ser cidadão contemporâneo deste novo mundo no Século XXI.

O ensino de Administração deve ser marcadamente impregnado do mundo real. Fazer o aluno transcender a sua inequívoca competência no uso do smartphone para fazê-lo compreender e aplicar tecnologias hightechs por meio dele no desenvolvimento de cenários organizacionais, na resolução de problemas, na gestão de conflitos, na tomada de decisão, na identificação de novas oportunidades de ação. Pode ser até através de interações produzidas por concepções e montagens de chatbots hipotéticos ou reais em salas de aula ou laboratórios. Uma coisinha simples, mas com enorme potencial de transformação educacional e de motivação para a aprendizagem. O ensino de administração precisa estudar em sala de aula as implicações e os resultados do uso da Inteligência Artificial (IA) em áreas como planejamento de negócios; processos organizacionais; lógica empresarial; monitoramento, avaliação e crítica de desempenho de resultados; perfil e características da cultura; estratégias de desenvolvimento empresarial; marketing; vendas; finanças, logística; segurança patrimonial; recrutamento, seleção e desenvolvimento de pessoas; economia circular; gestão sustentável;  e assim por diante.

Em que as tecnologias hightechs não se aplicam ao desempenho das organizações? Como podem estar, então, fora do cotidiano de nossas aulas e cursos de gestão? Pode ser até que usualmente sejam até citadas, mas efetivamente são muito pouco aplicadas. Quando muito são apenas referências ilustrativas de estudos de casos de sucesso. É preciso pedagogicamente fazer os nossos alunos vivenciá-las em meta-verso, replicando educacionalmente a realidade em dispositivos digitais, em que os alunos e professores discutam e interajam entre si na prática, na teoria, na análise, no diagnóstico e nas alternativas de solução de problemas de gestão, das relações pessoais, interpessoais, em equipe, interequipes e organizacionais de relações de trabalho.

A chegada próxima do 5G no Brasil não só vai escancarar as possibilidades objetivas de utilização de recursos tecnológicos no ensino de Administração, por democratizar o acesso ao conjunto de todas as IESs, independente de seu porte, como também vai evidenciar às escâncaras a enorme defasagem das práticas pedagógicas que adotamos em todo o Brasil, excluindo-se as poucas e raras exceções atípicas de praxe bem conhecidas.

A 4ª. RI só terá sucesso se tiver em sua essência, no seu DNA, algo já plenamente consagrado como necessário: uma boa gestão! E esta só se fará com bons gestores formados e forjados em aplicação simultânea de tecnologias hightechs, junto à aplicação de ciências sociais, ambas integradamente focadas na realidade da organização em atuação no universo da sociedade.

 

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A Arte ensina a vida na obra de William Shakespeare    28/10/2021

Prof. Ana Shirley França (Editora)


Ilustres colegas professores afirmam que a arte, como a literatura, o cinema e o teatro contribuem para ensinar a vida, além de somar, e muito, ao aprendizado e às novas ideias profissionais. Aquele que lê ou assiste e reflete sobre a vida, tira muito proveito, não só como entretenimento lúdico, mas também como carga significativa de aprendizagem para sua vida pessoal e profissional.
Ao conhecer e refletir sobre a obra de William Shakespeare, é possível concluir as inúmeras contribuições que sua obra literária e teatral traz à área da Administração como ciência e como arte. Existem verdadeiras aulas na obra do autor que todos devem conhecer e aproveitar os ensinamentos. Vão desde a expressão de habilidades gestoras até a discussão de atitudes e valores técnicos e comportamentais, que se podem observar em algumas de suas obras.
Na obra Rei Lear, uma tragédia considerada por muitos críticos, como a obra-prima de Shakespeare, é contada a história do Rei Lear da Grã-Bretanha, que enlouquece após ser traído por duas de suas três filhas ao dividir seu reino entre elas. Na obra, encontram-se discussões fabulosas sobre atitudes e valores de um líder, considerando valores morais, atitudes éticas e relacionamentos interpessoais.
Em Macbeth, obra que constitui o gênero da tragédia, é contada história sobre o barão e a baronesa Macbeth, que arquitetam um plano para assassinar o rei e tomar o trono. Contudo, as consequências do crime são profundas para o novo rei, que não consegue viver com sua decisão gananciosa. Nesta obra, também chamada de Conto Escocês, são encontrados verdadeiros ensinamentos de planejamento estratégico que se podem perceber claramente.
Na obra o Mercador de Veneza, já um trabalho do autor na linha da tragicomédia, é contada a história do mercador Antônio e o agiota judeu Shylock, o personagem mais reconhecido da obra. Ao longo da narrativa, surgem verdadeiras aulas de comércio, do valor do dinheiro, das negociações e da postura ética-profissional.
Realmente, a cultura universal ensina a vida pessoal e profissional, basta que se tenha vontade de buscar os ensinamentos, pois muitas obras são de domínio público e estão graciosamente disponíveis nas bibliotecas e nos meios digitais.

 

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O uso das tecnologias de comunicação síncronas - adeus à solidão para aprender (Linkedin, 01/10/2021)

Por Ana Shirley França( Editora)


Há bem pouco tempo se dizia que o grande problema do estudante EAD e das aulas online era a solidão no processo de ensino e aprendizagem. Faltava ao estudante as interações mais efetivas com seus professores e tutores, com seus colegas e, até mesmo, com a instituição de ensino. Hoje, com os vastos recursos tecnológicos de comunicação de interação síncrona, é possível criar constantes encontros entre os vários atores educacionais.


São muitos os recursos de encontro entre pessoas que a tecnologia proporciona. São plataformas, ferramentas e programas que estão disponíveis para criar interações e convivências nas atividades educacionais. Podem ser citados recursos vários, que vão desde o uso das mídias sociais como os do Google, do Facebook, do Skype e Whatsapp que funcionam como um hub de conexões, como canais de relacionamento e interação entre pessoas, instituições e diversos sites, até plataformas, cujo o objetivo principal é possibilitar reuniões em tempo real.


As plataformas como o ZOOM GOOGLE MEET e TEAMS Microsoft permitem reuniões e encontros a qualquer hora, inclusive, possibilitando conexões síncronas e gravadas. Atualmente a utilização do Zoom e do Teams pode ser diretamente ligada a plataformas educacionais. É possível, por exemplo, a Plataforma Moodle trabalhar com o Teams Microsoft incorporado. Basta que os usuários tenham acesso ao Office 365. Da mesma forma, a Plataforma Canvas já consegue trabalhar de forma integrada com o Zoom.


Conhecer os vários recursos tecnológicos disponíveis é algo que gestores da educação precisam buscar e aplicar em seus projetos educacionais. Da mesma forma, os professores necessitam saber utilizar e colocar em prática os vários recursos tecnológicos de educação e comunicação. Atualmente é uma das habilidades exigidas do professor, saber manusear, interagir e ensinar por meio de canais tecnológicos de comunicação e informação.


É bom não se pensar que o uso, em larga escala, desses recursos tecnológicos de comunicação é apenas sazonal, devido à Pandemia e ao consequente isolamento social. É importante ter a certeza de que essa prática é perene, e a cada dia será mais utilizada e requerida, não só no EAD, mas também na modalidade presencial que hoje fica cada vez mais híbrida.


Hoje e para o futuro é preciso vontade e determinação de fazer educação diferente, trazendo a cada dia mais inovações e ampliação das interações e das atividades educacionais síncronas, não apenas entre professor e estudante, mas entre todos aqueles que fazem parte do corpo de atores institucionais, de forma que o estudante se sinta mais assistido e pertencente ao projeto educacional do qual faz parte.

 

 

 

Autoconhecimento